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Archive for setembro \27\UTC 2010

Mártir debaixo do sol

Pus-me então a considerar todas as opressões que se exercem debaixo do sol. Eis aqui as lágrimas de um oprimido e não há ninguém para me consolar. Meus opressores me fazem violência e não há ninguém para me ajudar. Mais felizes são os mortos que estão mortos do que os vivos que ainda estão em vida, e mais felizes que uns e outros, o aborto que não chegou à existência. Este não viu o mal que se comete debaixo do sol.
Descobri que todo o trabalho, toda a habilidade, todo relacionamento não passa de uma emulação de um homem diante de seu próximo. Isso tudo passa com o vento. Percebi outra coisa: Duas pessoas juntas são mais felizes que uma pessoa isolada, porque se um vem a cair, o outro o levanta, mas ai do homem solitário. Se ele cair, não terá ninguém para ajudá-lo a se levantar.
Eu disse comigo mesmo: “vamos, tentemos a alegria e gozemos desse relacionamento”. Mas isso é pura vaidade! Resolvi entregar minha carne ao vinho e minha alma ao sentimento. Deixei a sabedoria de lado, burro. Empreendi grandes trabalhos, grandes mudanças, grandes feitos e conquistas. Construí pra mim e para ela um sonho, um futuro, uma vida… Semeei projetos, família, frutos de um relacionamento baseado no sentimento de um para o outro. Possuí o sentimento recíproco. Possuí a consideração e a lealdade. Agreguei amigos e família. Amontoei casos e histórias. Meu coração encontrava alegria nessa relação, e não precisava de mais nada para ser feliz completamente. Mas, quando me pus a considerar todas as obras de minhas mãos e o relacionamento ao qual tinha me dedicado, eis: tudo é vaidade e vento que passa; não há nada de proveitoso debaixo do sol.
Hoje que passo por um tempo para pensar, vem cada lembrança, cada beijo, cada gota de suor do nosso amor. Na meditação da sabedoria, da loucura e da tolice me encontro sozinho. Duas noites sem dormir. Sensação de abandono. De casa desmoronada. Sem teto, sem chão.
Mal espero o momento de me reencontrar. De talvez ouvir o telefone tocar. De saber que tudo voltou ao normal. De saber que ficaremos bem! Que tudo vai se acertar… Mas não quero mais o tempo como sacrosanto mandamento, senhor da razão e sabedor de tudo que se passa no coração. Quero ações, motivações e novas perspectivas. Quero gozar novamente o prazer de viver feliz e seguro debaixo do sol.
Neste momento, só detesto a vida, porque, a meus olhos, tudo é mau, tudo é desprazer, tudo é ambição, tudo é orgulho. Também se tornou odioso para mim, tudo que conquistei nesses 23 anos de vida, porque devo deixá-lo àquele que virá depois de mim. Isso não é justo.
Quero continuar mais um pouco… até que meus olhos se fechem neste tempo debaixo do sol.

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Tapa na cara…

A prateleira

Ok, funciona assim. Por mais superficial que possa parecer essa minha leitura, todo mundo já teve ou já foi prateleira de alguém. Explico.

Para que serve uma prateleira? Pra guardar livros que você já leu, ou não leu porque não teve vontade ainda, ou ganhou mas quis deixar ali de enfeite sempre ao alcance da mão. Em um dia de tédio, ou no dia em que o programa que você adora assistir na TV não está no ar, você vai lá, pega aquele livro que você sabe bem nunca vai se tornar um livro de cabeceira e dá uma folheadinha básica só pra se distrair.

Qual o problema? O problema é que a maioria das “prateleiras” comemoram cada passeadinha pelas mãos do seu dono, acreditando nas migalhas que o ser amado oferece. Quem se sujeita a ser “prateleira”do homem ou da mulher que ama não ganha pontos ao se subjugar, ao parecer cachorrinho que abana o rabinho cada vez que o dono chama “vem cá”. Cachorrinho nunca vai deixar de ser cachorrinho. Um animalzinho sempre disponível para diversão ou dias de carência do dono. Por mais que o dono goste do cachorrinho, ele nunca se tornará o namorado/a do dono, porque o dono nunca — por mais que goste e eventualmente até ame — o enxergará como um igual.

Desculpem, meninos(as), mas eu já tive várias prateleiras. E se digo isso assim de forma tão direta e me expondo ao julgamento impiedoso é porque realmente acredito que possa dar alguma dignidade a quem se sujeita a ser “cachorro” do objeto do seu amor. Você não ganha respeito, ele/ela não vai acordar um belo dia e descobrir que vc é o amor da sua vida e declarar amor intenso a você. Prateleiras são o que são: lugares para armazenar objetos que a gente quer sempre ao alcance da mão. Se essa posição é compatível com o que você quer da vida e com a sua dignidade, eu dou o maior apoio. Mas eu sinceramente espero que não.

[Claro que este texto só vale se existir pelo “dono” um sentimento de amor. Prateleiras mútuas existem concomitantemente às dezenas… Fulana é prateleira de Fulano q tb é dela, mas é de Beltrana que tb é dele e etc… Ninguém engana ninguém e segue todo mundo “feliz”. Mas não se engane: se tem sentimento envolvido, tem tb esperança de que um dia as coisas sejam bem diferentes… NÃO SE ILUDA. ELAS NÃO SERÃO.]

Post extraído do blog da Elenita (BBB10)

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É só prestar atenção!

Se me nego a pensar na vida, outros pensarão por mim.

E assim corro o risco de ter atitudes em favor de idéias alheias, sem saber que o que faço, vai de encontro com caminhos que não são os meus.

Se ando por outros caminhos, será o mesmo que admitir que estou perdido e, sem saber para onde ir, vou em qualquer direção.

Indo em qualquer direção sou levado pelo que aparenta ser conveniente ou melhor se adequa as minhas necessidades momentâneas, esquecendo-me que nem sempre o atalho é o melhor caminho.

Se me perco entre atalhos não adianta rodar muito porque provavelmente terei que voltar para o ponto de partida e, quem sabe, de lá refazer a caminhada.

Em tempo de excesso de informação,de sobrecarga de “ideias”, aprenda a parar, olhar e pensar.

Não dispense a capacidade de discernir a razão de estar aqui ou alí e acredite – sem ser intransigente- na sua opinião. Ainda que muitas vezes lhe chamem de “cabeça dura”.

Tem gente querendo te imbecilizar, portanto, não acredite em tudo o que vê, afinal de contas,é dentro de você onde estão as respostas que tem procurado.

Consegue perceber?

É só prestar atenção

Extraído do blog do Flávio Siqueira

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