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Archive for setembro \25\UTC 2013

Imóvel

19centelhaPrimordial

 

Está para nevar, e eu não sei mais tremer. Essa manhã procurava alguma coisa e voava longe, porém, imóvel. Há muitos casos e histórias para me acrescentar, coisas nas pessoas que poderiam me fazer bem, mas coisas que também me lembrariam dos meus erros. Preciso voltar a sonhar, preciso esquecer, preciso recomeçar a caminhar com passos mais decididos e imaginar quanto ainda posso fazer. Talvez crescer e envelhecer. Quanto ainda tenho para amar? Daqui a pouco já é Natal. Tudo é um carnaval de poeira. Nas lojas eu costumava comprar presentes para as pessoas, e isso me faz recordar um tempo bom. Só de pensar já gelo, imóvel outra vez.

Hoje falei com minha ex-mulher (ou ex-noiva oficialmente). É triste você se sentir como um livro interrompido e incompleto. Ficar pensando no passado, em tudo que fez e tudo que poderia ter feito, não é legal. Pensar no porquê de não ter dado certo a relação, pensar em fazer coisas diferentes, pensar numa reaproximação… mas será que vale a pena tudo isso? Há gente que diz que se não deu certo na primeira, não dará na segunda, na terceira, nem nunca. Há gente que diz que a gente só percebe as coisas erradas depois que terminamos o relacionamento, e que uma reaproximação, neste caso, pode ser para sempre. Tem gente que acredita e repete o mantra “se for pra ser, será”. Eu não sei qual versão acreditar, e o pior, qual caminho escolher.

Me sinto imóvel, sem sentido, sem direção, perdido, abandonado, desconfortável. Vejo a vida passando a cada nuvem que passa pela janela. O céu mudando de cor, os carros passando na avenida, e eu aqui, imóvel, num lugar que não sinto mais meu, com pessoas que não me entendem, com coisas que não me interessam mais, com pensamentos que não fazem parte da minha realidade, com sonhos que não passam de sonhos.

Quanto eu ainda tenho para amar? Quanto eu ainda tenho para sofrer? Quanto eu ainda tenho para viver? Quanta vontade eu ainda tenho de vencer?

Parafraseando um autor italiano, quando está se afogando, nunca sabemos se convém continuar nadando ou se é melhor se deixar ir para o fundo!

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Fotografias da tua ausência

Hoje, 04 de setembro de 2013, faz 16 anos que minha vó Elza (mãe da minha mãe) morreu. Não poderia deixar essa data passar em branco e, por isso, decidi escrever.

Tem uma música que gosto muito, e que sempre me lembra minha avó. É de um cantor italiano chamado Tiziano Ferro. Chama Fotografie dela tua assenza! Deixo aqui para vocês e também a tradução.

Não olharei nunca mais nos olhos
O meu ciúme
E voltará a indiferença
A me fazer companhia
Dá um tempo, dá um tempo, dá um tempo
Mais do que podes, mais do que se pode fazer
Cada um tem o direito de dizer
Cada um tem aquele (o direito) de não escutar
E passaram-se alguns meses
E a experiência não provoca mudanças
Que a nos aproximarmos no tempo
Até agora são os danos e não são mais os anos
A vida que passa e vai embora
Vivendo-a melhor me vingarei
Desculpa se não te acompanho
Mas cada um pega a estrada que pode
 
Que ano era quando o temporal
Não queria nos deixar sair mais?
Que dia era? Qual calendário?
Se eu tento, não me lembro
E conto os dias ao contrário
E como sempre a mesma inocência
E me surpreendo sempre quando
Encontrarei cada aparência
De traços teus e do teu nome
Mesmo se vivo até agora sem…
Fotografadas por Deus em pessoa
Fotografias da tua ausênciaaaa
 
Enquanto em muitos se aproximam de você
Sem conseguir nunca
Não consigo dar forma a um destino
Que se aproxime de nós
E perdi assim a coragem
Que é fácil cair num erro
E procuro entre todo mundo
Ao menos um detalhe teu
Tenho na memória os ressurgimentos da
Tua última carícia
E espero atordoado que com um sorriso
Me dê a minha salvação
 
Que ano era quando o temporal
Não queria nos deixar sair mais?
Que dia era? Qual calendário?
Se eu tento, não me lembro
E conto os dias ao contrário
E como sempre a mesma inocência
E me surpreendo sempre quando
Encontrarei cada aparência
De traços teus e do teu nome
Mesmo se vivo até agora sem…
Fotografadas por Deus em pessoa
Fotografias da tua ausênciaaaaaaaaa
 
O que havia antes é um segredo
O que há a frente eu vejo
E o rosto triste, sobre cada dúvida
Não o escondo
E se o faço,
Erro…. eu erro…
São fotografias da tua ausência

Eu pensei que conseguiria escrever, mas ainda hoje, depois de tanto tempo, me dói pensar que não tenho mais minha vó do meu lado. Quem a conheceu sabe como era nossa relação. Um dia eu escrevo sobre isso… prometo!

Vó, onde você estiver, sinto sua falta… te amo!

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