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Archive for novembro \27\UTC 2013

Minha grande amiga Cibele Escobar, que lê este blog frequentemente, me mandou um texto da jornalista Rosana Braga que eu concordo inteiramente. Então decidi compartilhar aqui, justamente porque é o que eu acredito e o que me proponho quando escrevo aqui.

Outro dia, conversando com um grupo de amigas, disse que acreditava que nossos relacionamentos poderiam ser muito mais maduros e nós sofreríamos muito menos se aprendêssemos, desde cedo, não só em casa, mas também na escola, a como criar dinâmicas e comportamentos mais coerentes e mais conscientes.

Imediatamente, fui criticada. A autora da crítica argumentou que sentimentos não podem ser ensinados e que o amor perderia a graça se fosse teorizado numa disciplina escolar. Tentei explicar: não se trata de ensinar sentimentos, mas, sim, de usar toda a história da humanidade para compreendê-los, para perceber e admitir nossas crenças limitantes, além de valores e éticas que têm a ver com a nossa cultura, mas que nem sempre são compatíveis com o que desejamos para nossas vidas. Enfim, uma disciplina, sim, mas não para ensinar amor, já que este é um sentimento inato. Uma disciplina com “dicas de relacionamento”, falando no popular.

Claro que seria embasado em pesquisas e estatísticas, bem como nas culturas e em diversos autores e estudiosos no assunto, afinal, não podemos aprender nada consistente que seja à base de “achismos”. Embora devamos admitir que o conhecimento de cada um, bem como suas experiências, podem contribuir significativamente para o crescimento de todos.

Mas o fato é que cada vez mais essa idéia me fica reforçada. Basta observarmos como temos necessidade de buscar as tais dicas de relacionamentos. Claro! Muito natural! E muito bom que façamos isso, inclusive! Felizmente, temos sede de evolução, amadurecimento e felicidade! O que seria de nossa inteligência afetiva se não fossem as pessoas interessadas em compreender o complexo universo humano e, especialmente, dos sentimentos e das relações? Por isso, parabéns a quem não desiste, apesar das críticas! Apesar dos céticos…

A razão de, muitas vezes, nos sentirmos tão perdidos e confusos nos relacionamentos, nos amorosos principalmente, é que pouquíssimos receberam um norte, uma direção. A maioria nunca ouviu falar sobre como lidar com sentimentos como ciúme e insegurança de um modo saudável! Pelo contrário, nos ensinaram que o certo é fazer “joguinho” em vez de falar clara e objetivamente sobre os sentimentos. Disseram que era melhor fingir, fazer o estilo “não tô nem aí”, do que expressar os verdadeiros desejos.

Sexualmente, então, o que ouvimos de bobagem ao longo da vida e até aprender, a duras penas, quem somos e o que realmente queremos, não é brincadeira! Quebramos a cara inúmeras vezes, desperdiçamos prazeres e carinhos aos montes. Enfim, ainda hoje cometemos erros primários porque estamos todos enredados na mesma armadilha!

Na tentativa de acertar e ser feliz, é claro que vamos errar sempre. Somos humanos. Somos imperfeitos. Estamos todos em processo de evolução. Mas, certamente seria bem mais fácil se aprendêssemos de uma vez por todas que o melhor é -em qualquer circunstância- sermos coerentes com o que pensamos, sentimos e fazemos. Numa simples discussão, por exemplo, se falássemos exatamente o que estamos sentindo, evitaríamos transtornos, desgastes e tristezas desnecessárias. Mas o problema é que algumas pessoas nem sabem identificar o que estão sentindo…

Por fim, deixaríamos de implorar amor, de nos sentirmos tão reféns do outro, de acreditar que temos controle total sobre os acontecimentos. Viveríamos mais espontaneamente. Aceitaríamos mais os “não”, sabendo que “não querer” é um direito do outro e não um castigo pessoal. Confiaríamos mais no fluxo da vida. Perceberíamos mais o poder do tempo e como tudo vai se encaixando quando temos paciência e sabedoria para esperar, para não forçar.

Essas e outras serão as “dicas” de relacionamento que eu darei assim que conseguir aprovar uma disciplina chamada AMOR nas escolas e universidades. Porque mesmo sem saber se um dia isso vai acontecer, ainda aposto que poderíamos ser bem mais felizes se admitíssemos que não basta amar, é preciso saber como transformar esse lindo sentimento em atitudes efetivas, consistentes e construtivas!

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Apaixonar-se deveria ser proibido

sanidade

O ministério da saúde adverte: Apaixonar-se faz mal a saúde. O seu uso pode causar dependência e trazer fortes decepções.

Apaixonar-se! A ideia é boa mas as consequências são terríveis. Deveria ser proibido se apaixonar, mas como tudo que é proibido é mais gostoso, com certeza o mundo estaria cheio de gente “viciada” nisso. Está rolando uma nova brincadeira no facebook e a frase mais compartilhada e comentada é justamente essa: “Acho que estou apaixonado, o que devo fazer?”.

As respostas são surpreendentes. A maioria fala para fugir, ignorar, não cometer esse erro, desviar a atenção e várias outras coisas para evitar a vivência desse sentimento. Por quê? Eu mesmo respondo. Para não ficar cego, surdo, mudo e idiota por uma pessoa que muitas vezes nem sequer liga para o que você está sentindo.

Uma paixão sempre é seguida por uma decepção, porque esquecemos que a outra pessoa é humana, e comete erros, tem defeitos e falham. Quando estamos apaixonados por alguém, vislumbramos algo que a pessoa não é, e a colocamos num pedestal onde não deixamos que a pessoa seja ela mesma. Começamos moldá-la e cobramos um comportamento segundo o nosso querer e não do jeito que a pessoa é. Isso é ruim. Isso é querer decepcionar-se. Isso é ‘quebrar a cara’.

Não é assim? Quem nunca se decepcionou? E quem é realmente o culpado, a pessoa ou você?

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Efeito Fênix

Eu (83)

Quem não conhece a história da Fênix? Que das cinzas renasce pronta para uma nova vida? Acho que todos nós deveríamos ter essa habilidade que a fênix tem de, no primeiro percalço, não desanimar, não se dar por vencido, e ir à luta.

Ontem me falaram que sou assim. Eu não sei se isso é uma verdade absoluta, mas analisando com calma realmente percebi que tenho essa propriedade. Sofro, choro, morro para o mundo e me enterro num poço de lembranças arrependidas, de coisas mal vividas, de lamentos e murmúrios que não servem para mais nada. Mas como já diz na Bíblia em 2 Coríntios 12:10, “quando estou fraco é que sou forte”, e consigo me erguer.

Recentemente sofri uma das maiores quedas da minha vida, que deixou consequências muito dolorosas e pesadas. Após 4 meses do ocorrido, ainda não posso dizer que estou pronto para ser forte e renascer das cinzas, mas com os amigos verdadeiros, os momentos oportunos e a fé no grandão lá em cima, sei que conseguirei mais uma vez.

Hoje vi um vídeo num estilo atípico do que vemos por aí, mas que é, geralmente, a força que me tira da lama. Acreditar no romantismo esquecido, as vezes ignorado, que ainda assim faz parte da minha personalidade. Eu acredito no amor, só estou em dúvida quanto a “até que a morte os separe” ou “que seja eterno enquanto dure”, mas sonhar não custa nada, mesmo que vire um pesadelo. A vida é uma ilusão e quem não gosta ou não quer se iludir no amor? Uns mais, outros menos, mas a questão é, estar com alguém é bom demais. Aquele friozinho no estomago, aquela coisa sem rótulo, a expectativa com casamento… cada um na sua intensidade e sabendo o que quer e onde o calo aperta. Eu faço o estilo KAMIKAZE DO AMOR (por definição, é auto explicativo).

Mas o assunto aqui é outro. Sair das cinzas e se renovar, com mais força, mais vigor, mais encanto, não é bonito? O que falar quando se tem uma nova motivação para agir assim?

Então fica a dica: Não se deixe ficar na lama. Não se permita ficar por baixo. Não queira ser as cinzas que as vezes querem que você seja. Ninguém nasceu para isso, pelo contrário. Vamos partir para a ação. Vamos fazer acontecer. Vamos atrás de nossos ideais e sonhos. Sozinho ou acompanhado, ninguém deixa essa vida sem ter marcado a vida de alguém. Sejamos fênix. Saibamos dar a volta por cima.

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Se non te

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“No caminho das emoções eu acompanho você e você me apoia. Tentaremos juntos?”

É com essa mais recente frase que começo esse post. É até difícil de eu vir aqui e falar sobre as músicas da Laura Pausini, mesmo sendo o título desse blog homônimo a uma música dela, mas hoje, com o lançamento dessa música “SE NON TE” (A não ser você), eu me senti quase na obrigação de dizer o que estou pensando, já que mais uma vez, a Laura deve estar me espionando e escrevendo músicas de acordo com o que vivo.

Essa música fala basicamente do amor escondido, não esperado, não procurado, apenas aquele sentimento que existe, que acontece naturalmente, sem cobranças, sem rótulos, sem expectativas e que passa a ser a força motriz para você caminhar. O mais interessante é que é muito difícil de acontecer isso, encontrar alguém e começar um relacionamento com essas características. Alguns chamam de relacionamento aberto, relacionamento casual, passa-tempo… eu acredito que o amor acontece quando tem que acontecer. E numa relação assim, sem que você fique preso à correntes, a rótulos, a cobranças, você se permite uma aproximação maior, você realmente permite o sentimento amadurecer, o amor aparecer, os laços se firmarem, e tudo de forma natural, sem que você imponha isso para ambos. Você não força um sentimento que muitas vezes é mascarado ou confundido com outras coisas.

Claro que existe o bem querer, existe a saudade, a vontade de estar junto, de conversar, de abraçar, de beijar… existe a carência da pessoa quando você precisar, é o colo que te virá à tona quando você chorar, é a pessoa que você vai começar a pensar. Isso tudo é normal. Mas se você treinar o seu cérebro para não criar uma dependência da pessoa, as coisas irão fluir de uma forma mais agradável.

Confesso que sou aquele amante à moda antiga, do tipo que ainda manda flores, que paga a conta do restaurante, que compra bombons. E daí? Isso não pode ser confundido com uma relação de dependência ou coisas que só fazemos num relacionamento rotulado de “namoro”. Pelo contrário, um pouco de romantismo não faz mal a ninguém.

Nunca me imaginei numa relação assim pela minha personalidade, mas provando dessa água, acreditem, quero beber mais, quero me fartar dessa água, quero que seja algo bom, saudável, sadio, onde em vez de discutir por coisas banais, possamos discutir coisas legais, como o filme do próximo final de semana, a viagem no feriado, e as coisas que possamos fazer para aproveitarmos da melhor forma possível, o momento que nos for proporcionado, sem stress, com respeito e um carinho quase palpável.

“No caminho das emoções viajo numa árdua jornada e existe quem me apoie. Tentaremos nós, juntos?”


Abaixo segue a música e a tradução:

O tempo não tem tempo
Você o prende ou então vai embora
Escreve-o nos olhos
Faça de um momento a eternidade
No caminho das emoções
Eu acompanho você e você me apoia
Tentaremos juntos?

O tempo é uma conquista que te custa aquilo que você dá
Não é uma derrota
É desde sempre uma oportunidade
No caminho das emoções
Viajo numa árdua jornada e existe quem me apoie
Tentaremos nós, juntos?

Para cada vez que você me procurar (eu te perguntarei)
Qual destino é destinado a nós?
Para cada vez que arrisquei um sentimento e venci

Não peço nada
(Não peço nada)
Não quero nada
A não ser você
A não ser você

Por uma vez tenho tanta coisa que
Me falta o fôlego
Não peço nada
(Não peço nada)
Não quero nada
A não ser você

Eis quem somos nós:
Pequenas velas contra o furacão
Não preciso caminhar
Você já me leva onde devo ir
E chegamos nós juntos

Para cada vez que você me procurar  (eu te perguntarei)
Qual destino é destinado a nós?
Para cada vez que arrisquei um sentimento e venci
Porque segundo você (Porque segundo você)
A quem vou me prender
A não ser você?
A não ser você?

E desta vez tenho tanta coisa que
Me falta o fôlego
Não peço nada (Não peço nada)
Não quero nada
A não ser você
A não ser você

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