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Archive for the ‘Reflexões e Textos’ Category

Onde errei?

Garoto-triste-e-apaixonadoA verdade é que me distanciei de Deus. Sim. Falo isso como um moribundo pedindo clemência aos céus na hora da morte. Onde errei?

São tantos motivos. Erros incalculáveis, inconscientes, conscientes… Sou apenas um ser humano que não sabe o rumo que tomará na próxima hora, brincando de saber de tudo e sabendo pouco ou nada.

Tenho sonhos, planos, fantasias e não consegui realizar nem metade da metade do que eu gostaria. Queria andar na neve principalmente. Deitar-me sobre o gelo, diminuir a temperatura corporal e deixar a imaginação me levar pra longe. A mudança climática age sobre mim de uma forma que não sei explicar. As fases da lua, talvez? Gosto do frio do outono, período que fico refletindo enquanto me preparo para o inverno.

Não sou a pessoa mais saudosista que existe, mas sinto falta de coisas que nunca vivi. Sinto muita falta… Coisas que nunca tive são as recordações mais marcantes. E por quê?

Desde muito cedo experimentei a dor, a ausência, a falta, a saudade… conheci o desespero, a ira, a solidão… Estive lado a lado com a vida me mostrando caminhos que me levariam a lugar nenhum, e não soube evitar. Tomei caminhos errados, mas que me ensinaram algumas coisas. Me ensinaram a dar valor a tudo, principalmente ao que não tive ou ao que desperdicei.

Se isso for um jogo de dados, onde há um perdedor, aí me encontro! Mas por que? Onde errei? Não desisto fácil das coisas, muito menos das pessoas, mas uma hora devemos nos contentar com o que nos restou. Se tiver um prêmio de consolação, que seja o perdão das pessoas que cruzaram o meu caminho, e que eu feri de alguma forma. Caso contrário, o que me sobra?

Quem sou? Onde estou? O que faço? Para onde vou? Não há resposta para nada disso, e na verdade, nem me importa, exceto a resposta para a pergunta: ONDE ERREI?

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Está fora de cogitação a importância que as redes sociais virtuais desempenham hoje nos rumos de nossa vida, seja ela profissional, pessoal ou política. São indiscutíveis também os avanços que introduziram nas comunicações, favorecendo o reencontro e a aproximação entre as pessoas e, se forem redes profissionais, facilitando a visibilidade e a circulação de pessoas, serviços e, por que não, produtos no mercado de trabalho? A velocidade com que as notícias são propagadas, a abrangência territorial alcançada e a imensa quantidade de pessoas que são atingidas ao mesmo tempo estavam fora do pensamento da população há uma década atrás. Temos sido testemunhas, e também alvo, do seu poder de convocação e mobilização, assim como da sua eficiência em estabelecer interesses comuns rapidamente, a ponto de atuarem como disparadoras das várias manifestações e movimentos populares em todo o mundo atual, como por exemplo, a convocação para a manifestação no último dia 15, em todo o território brasileiro, contra a corrupção.
Estar nas redes sociais hoje, não significa apenas que estamos nos expondo como mini Narcisos, mas sim, como membros atuantes na sociedade e engajados em discussões mais sérias, como a política. Essa mudança de hábito, ou melhor, esse “vício” em redes sociais também traz mudanças de costumes, porque seu peso, associado ao desenvolvimento da informática, é semelhante à introdução da imprensa, da máquina a vapor ou da industrialização na dinâmica do nosso mundo. As redes sociais provocam mudanças a fundo no nosso comportamento social e político. Isso merece a nossa atenção, pois acredito que uma característica das redes sociais é, por mais contraditório que pareça, a implantação do isolamento como padrão para as relações humanas, e isso é preocupante.
Ao participar das redes sociais acreditamos ter muitos amigos à nossa volta, sermos populares, estarmos ligados a todos os acontecimentos e participando efetivamente de tudo. Isso é uma verdade, mas também uma ilusão, porque essas conexões são superficiais e instáveis. Os contatos se formam e se desfazem com imensa rapidez; os vínculos estabelecidos são voláteis e atrelados a interesses momentâneos.
Além disso, as relações cultivadas nas redes sociais se baseiam na virtualidade, portanto, no distanciamento físico entre as pessoas. Isso nos permite, com facilidade, entrar em contato com as pessoas e afastá-las quando bem quisermos. Tal virtualidade garante comunicação sem intimidade. Como você explica a amizade com uma pessoa virtual, e quando estão frente-a-frente, não trocam uma palavra? Pode um ser humano não precisar mais da proximidade física do outro?
Se uma pessoa viver isolada, ela vai cada vez mais perder a capacidade de se expor e de agir, argumentar e se comunicar, tornando-a um outro tipo de escrava: a da própria ilusão. As recentes manifestações populares embora devam sua ocorrência às redes sociais, mantêm o caráter do individualismo e do isolamento, pois os participantes não criam vínculos entre si. Expressam suas opiniões, caminham juntos, e só, ficam apenas nisso. Não se encontram posteriormente para discutir o que foi manifestado, nem sequer olham nos olhos de quem andou do lado pelas ruas.
Para confirmar o que estou dizendo, basta olhar para o lado, nas superlotações dos ônibus e dos metrôs. A maioria das pessoas estão conectadas em seus aparelhos celulares, que deixaram de ser apenas um telefone móvel para serem mini computadores, máquinas digitais, e o meio de acesso às redes sociais mais usado no mundo. Esses equipamentos para acesso às redes, que estão conosco o tempo todo e exercem intenso fascínio sobre nós, colaboram com esse isolamento. Ninguém olha mais no rosto de ninguém. Ficam consultando seus celulares, isolados, durante todo o trajeto da viagem.
Quem vê parece que estão se importando com o mundo, lendo notícias em tempo real, engajados em alguma mobilização social, mas não estão. Se importam apenas com a própria posição e a autoexposição. Daí a constante informação sobre as viagens, os pensamentos, as emoções, as atividades de alguém. É preciso estar em cena e sempre. Há nisso um evidente desenvolvimento do narcisismo e, consequentemente, do reforço do distanciamento entre as pessoas.
Faz parte desse narcisismo o fato de as pessoas terem de tratar a si mesmas como se fossem mercadorias. Elas precisam escolher as fotos que melhor as apresentem, que as tornem atraentes e desejáveis. Aquelas que não souberem se vender correm o risco da invisibilidade e da exclusão.
Não sou a favor dessa exposição toda, e creio sim, que a curto prazo, o ser humano passará por uma mutação, como sempre foi ao longo da evolução segundo Darwin, e penso que será uma evolução negativa, um retardo, ou algo pior.

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Como diz Téo Pereira, personagem de Paulo Betti na novela global Império, meus dedos estavam coçando para escrever e ter vários clicks, queriiiiiiida(o).

Estamos no meio de uma crise! Na verdade, mais de uma, pois ela abrange os quesitos ambiental, social, político, econômico e tantos outros no país. Vamos começar pela questão política: nunca tivemos tantos casos de corrupção, desvio de verbas públicas, mensalão e afins. Na verdade, acho que tivemos sim, mas foi sempre mascarado pela mídia, porque a gente sabe que esta é manipulada, e muito, pela política. Não adianta ficar “metendo o pau” no PT porque a oposição também não é lá essas coisas. Isso vem de um histórico longo, que quem entende um pouco de política sabe do que estou falando. Parece que aquele conceito de Rico X Pobre – PSDB X PT está voltando, sendo que não tem nada a ver isso. Pessoas mal informadas dizem que o povo faz filho para ter direito ao bolsa isso, bolsa aquilo… sendo que não tem nada a ver. Concordo absolutamente que na atual conjuntura está compensando ficar desempregado, ser preso, ter 10 filhos. É um absurdo a quantidade de bolsas que inventaram para uma cambada de desocupados, que se aproveitam, se fazem de coitados para receberem o benefício. Vão trabalhar vagabundos! Façam como eu e milhões de brasileiros que acordam cedo, pegam transporte público, aguentam seus chefes “enchendo o saco” o dia inteiro, depois ainda vão pras escolas e faculdades no período noturno.

Chegando em casa no final do dia (já quase no outro dia), o que acontece? Tentamos relaxar com um bom banho e você espera que tenha água, mas não tem. A imbecialidade dos governantes é tanta, a prepotência, o egoísmo, a cobiça é tamanha, que há pelo menos 30 anos se discute a escassez da água e ninguém nunca deu importância para essa questão. Mas a culpa não é só dos governantes que não fizeram obras, ou que desviaram verbas, ou que estão vendendo água para outros países escondidos da população para fins pessoais. Não! A culpa é daquela senhora idiota que fica lavando a calçada, varrendo as folhas com a mangueira. A culpa é do energúmeno que fica lavando o carro e deixa a torneira aberta. A culpa é da patricinha que fica uma hora no banho (como se tivesse muita coisa para lavar num corpo humano) e o chuveiro correndo. A culpa é minha, é sua, é de todos. Enquanto não houver uma conscientização real da população de modo geral, a tendência é só piorar. Aqui em São Paulo, estão anunciando um regime de 5×2, ou seja, 5 dias sem água e 2 com água. Ok, o banho a gente se vira como dá. Existe desodorante (que algumas pessoas acho que nunca usaram na vida), perfumes, lenços umedecidos, a gente consegue se virar, mas conseguem imaginar como fica um vaso sanitário após 5 dias sem água? Qual é a diferença de se estocar água limpa em galões? O uso da água será o mesmo. O negócio é controlar o gasto e reaproveitar o que iria para o ralo. Exemplo: ontem vi um projeto que capta 95% da água do chuveiro que vai pelo ralo, e sabem quanto custaria cada um? Não chegava nem a cinquenta reais, e essa água era reaproveitada na descarga, na limpeza do quintal, da garagem… Por que não usamos a boa criatividade do brasileiro para coisas assim? Por que quem mora em casa não capta a água da chuva que desce pela calha e reaproveita na limpeza, na descarga? Por que quem mora em apartamento não reaproveita da mesma forma a água que sai da máquina de lavar?

Agora querem fazer a reposição do rio Paraíba, que abastece grande parte do estado do Rio de Janeiro e sudeste do Brasil, com a desculpa que é uma medida provisória e que funcionaria como um “empréstimo”. Como assim? Gente, absurdo maior não há!!! A água que é perdida, não volta mais. Será que as pessoas não se deram conta ainda?

Eu, sinceramente, cansei! Cansei desse país de enorme potencial, mas de minúscula massa cefálica. Cansei de ver a violência dos Black Blocks nas manifestações. Por que vocês não mostram a cara? Lutem sim pelo nosso país, mas de cara limpa, sem vergonha de exercerem o direito de cidadãos. Violência não leva a nada! Quanto mais barulho, pior é. Uma vez um grande amigo e sábio me disse que “a pior coisa é você ser minoria e ter razão, mesmo que a maioria seja de apenas um”. Funciona dessa forma no serviço e também é assim com a política. Se não houverem argumentos válidos, exigências concretas e palpáveis, e principalmente, educação e civilidade nas manifestações, nada terá validade, pois a “maioria” de um governante só dará ordens para a polícia agir, e eu acho que tem que sentar o braço em quem faz essas macaquices e vandalismos. Se vocês Black Blocks estão estressados e querem descontar a raiva com vandalismo, destruindo o patrimônio público, vocês só estão sendo imbecis demais. Primeiro, estão com raiva? Abaixem as calças e pisem em cima, e se não funcionar, ataquem as propriedades dos governantes, não do povo de bem, não dos prédios e monumentos públicos. Que fique bem claro que não estou incitando a violência, pelo contrário. Acredito que queimar ônibus não vai adiantar muito. Os governantes só darão atenção e valor ao apelo público quando mexerem no bolso deles próprios.

Enfim, tenho muita coisa a dizer… Petrobrás e afins… mas deixarei para outro post.

Deixo aqui algumas ideias úteis:

O reaproveitamento de água da calha: https://lageografiadelmiocammino.files.wordpress.com/2015/02/898e9-facebook293185_249652011821889_200418820_n.jpg

O reaproveitamento da água da pia do banheiro: http://res.cloudinary.com/thamires/image/upload/v1387634293/pia-inteligente_toasxa.jpg

http://44arquitetura.com.br/wp-content/uploads/dez-inovacoes-05.jpg

O reaproveitamento da água da pia da cozinha: http://44arquitetura.com.br/wp-content/uploads/dez-inovacoes-03.jpg

Existem algumas invenções malucas, mas outras bem palpáveis e fáceis de fazer: http://44arquitetura.com.br/index.php/10-invencoes-malucas-para-economizar-agua/

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Senhor Deputado Federal Ricardo Trípoli (e demais responsáveis à frente do nosso país):

Não é de hoje que os nossos governos, desde o municipal até o federal, são tachados de lixo e ridicularizados pela suas péssimas atuações. Sei que já difícil gerenciar uma cidade, que dirá um país inteiro, mas frente aos governos que temos acompanhado e vivido desde os primórdios da Independência do Brasil e da instituição da República Federal em si que isso vêm se repetindo e conquistando cada vez mais a reprovação de seu povo heróico, que agora vem aprendendo a ter um brado retumbante, como diz na letra de Duque Estrada (ainda que de forma selvagem e violenta a qual não apoio, diga-se de passagem).

Numa terra escassa de heróis, venho parabenizá-lo pelas atitudes que vem tomando em prol dos indefesos animais em seus variados habitats e pela defesa do meio ambiente. Assim como muitos, e talvez por vergonha da podridão que existe na política, nunca acompanhei figuras políticas ou tomei ações partidárias. Não sou revolucionário e nem militante político. Sou um cidadão de bem, maior de idade, vacinado, com ensino superior completo e nome limpo na praça que pela primeira vez na vida está escrevendo algo a respeito desse tema.

Desde o ocorrido com o Instituto Royal, onde o senhor, com sua humanidade acima do poder executivo que tem, ajudou no resgate dos Beagles, que venho dando maior atenção ao seu trabalho. O senhor e cada um dos ativistas que estavam lá são heróis e fizeram valer o juramento à Bandeira que fazemos no serviço militar, e mais ainda, tornaram válidas as palavras do seguinte trecho do nosso Hino Nacional: “Mas se ergues da justiça a clava forte, verás que o filho teu não foge à luta, nem teme quem te adora a própria morte”.

Gostaria de escrever tudo que penso, mas vou encerrar com a indicação de um site que interpreta o nosso Hino. Esse é um conhecimento que todos deveriam ter, e se tiverem o entendimento e orgulho com o qual eu fiz essa releitura do Hino, com certeza teremos uma nova juventude a caminho, rumo a uma grande potência mundial. Afinal, somos “Gigante pela própria natureza. És belo, és forte impávido colosso, e o teu futuro espelha essa grandeza”. (Interpretação do Hino Nacional Brasileiro)

O voto é secreto, mas Senhor Deputado, meu voto, a partir da próxima eleição, é seu!

Obrigado por fazer o que tem feito e peço a Deus para que o senhor continue com esses propósitos e não se deixe sujar pela escória a qual o senhor é envolvido diariamente.

Com apreço,

Rafael Aguilar Silva

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